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Tânia Ribas fala dos primeiros dias com Covid-19: “Chorei muito”

Tânia Ribas

Tânia Ribas, testou positivo à Covid-19 a 24 de dezembro. O diganóstico surgiu numa época que deveria ser de união e família, foi o pior presente que a apresentadora poderia ter recebido, que confessou ter chorado muito nos primeiros dias.

A apresentadora partilhou com os seguidores, como se sentiu nos primeiros dias, “A caminho do oitavo dia em casa e já me sinto com vontade de escrever. Apesar de os meus sintomas físicos terem sido ligeiros (cansaço e falta de olfacto e paladar), acho que se fala muito pouco sobre o peso emocional que o covid cria nas pessoas infectadas” disse Tânia Ribas no Instagram e convidou os seguidores a ler o restante no seu blog, pessoal.

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Podia ler-se no blog da apresentadora: “É certo que o meu teste positivo chegou no dia 23 às 21h30 e o facto de a véspera de Natal estar à porta foi muitíssimo duro. Toca o telefone, é do laboratório “boa noite, as notícias não são boas”. Passei várias horas ao telefone, a avisar a RTP, os amigos e também conhecidos, porque o Natal era no dia seguinte e algumas famílias iriam juntar-se. Eu tenho contacto diário com muitas pessoas. Eu não sabia sequer se os meus filhos e marido estavam infectados (no dia seguinte percebemos que não, felizmente) e uma série de dúvidas começaram a surgir. “

“O que dói verdadeiramente? É o medo. Ele existe. Não sabemos como vamos acordar no dia seguinte e, no silêncio das noites infinitas, somos nós e as nossas angústias. “Vou ter febre? Tosse? Falta de ar? Ficarei com sequelas? E se pioro de um momento para o outro?” Fingimos que os fantasmas não têm voz e tentamos dormir. Os primeiros dias são muito duros. Passa um, dois, três, quatro e ao quinto dia começa a esperança a ganhar lugar “se não piorei até aqui, pode ser que seja das sortudas por quem o covid passa sem magoar muito”. Chorei muito durante dois ou três dias. Muito, muito. Sem esforço. As lágrimas escorriam e eu cansada, nem as limpava. Veio o Natal e com ele outros fantasmas.” confessou Tânia Ribas.

“Tive amigos que o passaram verdadeiramente sozinhos. Sem mais ninguém. Porque trabalho com uma grande equipa que usa máscara, mas eu não, é a minha profissão. À medida que os dias foram passando, comecei a receber mensagens de todos: “negativo, Tânia!” e o meu coração foi apaziguando. Não há culpa, há “apenas” um vírus que circula e que, por mais cuidados que tenhamos, podemos apanhar. Mas há o cuidado de não querer ter infectado ninguém. “

“Hoje abri a janela. Apanhei ar na cara, senti-me feliz. Tão feliz que me caiu uma lágrima! Daqui a pouco já vou poder abraçar os meus filhos novamente, e o João. Trabalhei durante toda a pandemia para fazer companhia às pessoas, confinadas em casa para fugir do covid. Entrevistei várias dezenas de pessoas sobre o tema: médicos, enfermeiros, infectados, familiares. Não falei sobre outra coisa, todos os dias, durante meses a fio. E bateu-me à porta na véspera de Natal, e eu com tanta informação na cabeça: histórias boas e menos boas, algumas mesmo muito más. A revolta já passou, a paz ganhou lugar. E quando fazemos as pazes com a vida, as peças começam a encaixar-se no puzzle que nunca tínhamos vislumbrado antes: há quanto tempo eu não parava mesmo? Quão desgastante foi este ano para mim? Quanta responsabilidade tenho nos ombros? A resposta para mim foi evidente. A onda de amor que me chegou não tem explicação, agradeço a todos, mas essencialmente à minha família. Em especial ao meu Amor João e aos meus filhos. Estou quase de volta, para não mais vos largar.”

“Viva a vacina! Viva a ciência ao serviço das pessoas! E silêncio aos desinformados que continuam a acreditar que é apenas uma gripe. Não é. E se eu sempre encontrei a mais profunda felicidade nos mais minúsculos momentos, ai 2021… prepara-te. Vou mergulhar em ti e nadar nos teus dias, um por um ” rematou Tânia Ribas.

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