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Cristina Ferreira defende causa na Assembleia da República: “Contra o ódio e a agressão gratuita na Internet”

Cristina Ferreira

Cristina Ferreira foi ouvida na Assembleia da República na sequência da petição “Contra o ódio e a agressão gratuita na Internet“.

Cristina Ferreira começou a manhã desta quinta-feira, 2 de fevereiro, a revelar que o dia de ia ser importante. Mas foi mais tarde, que a diretora de entretenimento e ficção da TVI revelou que iria ser ouvida na Assembleia da República no seguimento da petição que lançou, “Contra o ódio e a agressão gratuita na Internet“.

A apresentadora foi ouvida esta tarde, junto com o editor do seu livro, Rui Coceiro, onde defenderam que “Deveria ser pensada uma entidade reguladora das redes sociais, no mínimo, para que as pessoas de alguma forma pudessem ter um local onde se pudessem dirigir caso se sentissem ameaçadas, difamadas, injuriadas, o que quer que seja, através dos outros nessas mesmas redes sociais”.

A ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social] não tem, a meu ver, para já, qualquer atividade na regulação das redes sociais, nem em muito dos sites que, de alguma forma, alguns deles, pretendem ser noticiosos e sabemos muito bem que não são e que continuam a comprometer todas as leis do jornalismo, tentando fazer notícias insidiosas com os seus títulos – e aqui eu já estou na minha vertente de figura pública, que sou visada nessas mesmas notícia“, acrescentou Cristina Ferreira.

Sofia Matos, deputada do PSD, e Isabel Moreira, do PS, louvaram a iniciativa de Cristina Ferreira.

Pode ver a audição de Cristina Ferreira na Assembleia da República.

Nas redes sociais, Cristina Ferreira quebrou o silêncio sobre o tema e deixou um longo texto onde atualizou os seguidores sobre o tema: “O debate chegou hoje à assembleia da república. Fui recebida em comissão parlamentar para defender a petição assinada por mais de 50 mil pessoas na sequência do lançamento do livro cuja temática assenta na disseminação do discurso de ódio na internet.”

“A discussão foi feita com representantes dos vários partidos com assento na assembleia e segue para plenário em breve. A tipificação do crime de ofensa nas redes sociais e a criação de uma entidade reguladora foram alguns dos pontos por mim defendidos nesta comissão. A liberdade de expressão não pode ser confundida com a liberdade de agressão. A necessidade de debate e regulamentação foi referida por todos como premente e, por isso, avançar para plenário deixa-me profundamente feliz e convicta de que a minha voz está a ser usada num tema da mais profunda relevância social.”, acrescentou a apresentadora.

“Nas redes sociais somos todos figuras públicas. E, sem formas de regulação e sem o seu exercício, julgamentos sumários e agressões gratuitas continuarão a multiplicar-se impunemente na internet. Um espaço de socialização importantíssimo para não ter um olhar célere e capaz de prevenir futuros danos geracionais. Hoje foi um dia importante.”, rematou Cristina Ferreira.

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