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Prometeu e cumpriu! Treinador de Diogo Maia expõe Numeiro: “Vendeste bilhetes a fingir que era um combate de verdade”

Victor Sá - Treinador de Diogo Maia

O treinador de Diogo Maia prometeu que ia falar e não deixou nada por dizer. Victor Santos expôs Numeiro e tudo que o levou a atirar a toalha ao chão.

A polémica em torno do combate entre Diogo Maia e Numeiro na Super Bock Arena não tem fim. O treinador de Diogo Maia prometeu que ia por tudo em pratos limpos esta noite e cumpriu. Num longo vídeo partilhado nas redes sociais, o técnico repôs a sua versão dos factos e não foi brando com Numeiro.

Victor Santos, treinador de Diogo Maia, começou por desmentir as acusações de que teria agido por interesses financeiros: “Neste evento, eu ganhei zero. Até hoje ganhei zero. E mais, para meu prejuízo, ainda paguei a inscrição dos meus atletas e perdi o meu tempo a treiná-los. Eu ando no boxe porque gosto.”

Sobre os moldes do combate, o treinador deixou claro o que ficou acordado: “O combinado com a Associação de Boxe do Porto foi uma demonstração, não foi um combate. Um atleta a ser profissional, no caso o Numeiro, e o outro atleta a ser amador não pode haver combate. Tem que ser obrigatoriamente uma demonstração.” Para sustentar a versão, apontou um detalhe técnico revelador: as luvas usadas eram de 12 onças, as utilizadas em treinos e exibições e não as de 8 onças usadas em combates oficiais.

A acusação mais grave foi direcionada à forma como Numeiro promoveu o evento: “Tu, Numeiro, durante a semana inteira antes do evento, andaste a dizer nos vídeos que era um combate de verdade. Vendeste bilhetes a fingir que era um combate. Por isso é que antes do teu combate o apresentador informou que iria ser uma demonstração — e o que é que aconteceu? O público começou a assobiar.”

Sobre a decisão de atirar a toalha, o treinador, duas vezes campeão do mundo e várias vezes campeão nacional não deixou margem para dúvidas: “Olhe para a velocidade do braço. Olhe para o peso do corpo a vir atrás. Quem percebe alguma coisa de boxe sabe que isto é tudo menos uma demonstração. Foram golpes para KO, foram golpes para aleijar o adversário. Eu sei muito bem qual é a diferença entre uma pancada técnica e uma pancada para magoar.”

E foi ainda mais direto sobre as intenções de Numeiro para com Diogo Maia: “Aqueles socos que tu deste só têm a intenção de humilhar o Diogo. Eu atirei a toalha porque tu decidiste transformar uma demonstração numa humilhação. Só porque as pessoas têm raiva do miúdo.”

Quanto às alegações de Numeiro de que teria sido insultado antes do combate, o treinador desmentiu com provas: “É mentira. Eu nem te vi. Chamei-te palhaço uma vez, quando entrei no ringue perguntei-te qual era o teu problema. Está gravado pela tua própria gente. É com isto que andas a construir a narrativa de que foste desrespeitado. Não brinques com coisas sérias.”

Sobre o momento que subiu ao ringue, Victor Santos esclarece ainda: “Quando eu subi ao ringue -calma, calma, calma – um, dois, três passos para trás, sem ninguém te tocar, eu nem cheguei a fechar o punho. É essa a tua coragem, Numeiro? Quem é homem é homem, em todo o lado. Não sou lutador de telemóvel!”

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