A regra de Helena Isabel que interditou a máquina da loiça e obrigou os concorrentes do ‘Big Brother All Stars’ a partilhar pratos por duplas dividiu o painel do ‘Extra’, com Susana Dias Ramos a falar em “ideias fora do baralho” e Isabel Figueira a comparar a medida a um programa de recuperação.
A cozinha da casa do ‘Big Brother All Stars’ virou campo de batalha. Na madrugada de segunda-feira, 26 de outubro, o ‘Extra’ debateu a mais recente decisão de Helena Isabel como líder: a máquina de lavar loiça ficou interditada e os concorrentes passaram a partilhar pratos por duplas. A medida dividiu o painel entre a surpresa, a ironia e uma comparação inesperada.
Marta Cardoso abriu o debate com a pergunta que resumia tudo: “A Helena Isabel tem a ideia de aparecer com a máquina da loiça completamente interdita, porque há sempre loiça espalhada, e cada dupla partilha um prato. À medida que a semana vai passando, vão conquistando mais loiça. Boa ideia ou péssima ideia?” E recordou o episódio que levou a concorrente Ana a agir de forma extrema: “Para quem não percebeu lá em casa, era a loiça que estava por lavar há não sei quanto tempo na pia e que ela decidiu lavá-la na piscina.”
Susana Dias Ramos não escondeu a surpresa com a mudança de registo na liderança: “Sem dúvida alguma é uma ideia absolutamente inovadora. Mas quem diria. A Miranda tinha uma liderança que era uma mandona. Temos agora aqui a Helena Isabel a ter ideias fora do baralho e obviamente que estão a mexer com a casa. Achei a Ana a tirar os pratos sujos que já estavam há alguns dias dentro da piscina.”
A questão da segurança surgiu logo com Flávio Furtado: “O pior são os vidros. Aquilo é vidro, se parte fica sem piscina.” Susana concordou: “Não, fica sem piscina e é perigoso. Eu acho que de alguma maneira é uma ideia original da Helena Isabel. Vai mexer, obviamente que vai mexer ainda mais, porque ninguém quer comer do mesmo prato. A comida está racionada, há aqui uma série de coisas. Eu vejo também que têm ideias inovadoras.”
Flávio preferiu a ironia e apontou as vantagens da medida: “Poupam detergente, poupam água, contribuem para um melhor ambiente.”
Isabel Figueira discordou de qualquer originalidade e fez uma associação inesperada: “Muito pelo contrário. Eu acho que vão gastar muita água a lavarem as coisas e a atirarem para a piscina, não. Eu acho que isto não é nada inovador. Isto existe e chama-se Portage. O Portage é um programa psiquiátrico maravilhoso, antitoxicodependência. Retiram-se os benefícios todos: água quente, loiça, talheres, escovas de dentes, roupas, roupa de cama, almofada. E depois vai-se dando aos bocadinhos para as pessoas darem valor àquilo que têm.”
A comentadora aproveitou para se alinhar com outro concorrente: “Se aqui faz falta, eu que costumo estar aqui na zunga com o Francisco, desta vez vou ficar do lado dele. Efetivamente eles não precisam de mais lenha para se queimarem, porque eles já ardem sozinhos. Mas são um pouco inteligentes.”
Flávio Furtado reparou ainda no comportamento dos restantes concorrentes: “Nós temos, por exemplo, aqui outros concorrentes a apanhar boleia desta dinâmica meia louca, como a sua louca autora, que é a Helena Isabel. E aproveitou uma boleia, teve piada, entrou na piscina, conquistou o seu treino, que não é treino de cozinha.” E descreveu as manobras dos colegas: “O pessoal achava louca a iniciativa da Helena, alinhavam naquela loucura, tentavam roubar os pratos, tentavam tirar os talheres dela.”
Isabel Figueira resumiu tudo com sabedoria popular: “Isto é aquele antigo ditado: depois de mim virá quem bom de mim fará. Toda a gente vai ter saudade também.”
A fechar, Susana confessou que dificilmente aguentaria a mesma privação: “Calma, calma. O engraçado é que temos pessoas diferentes que lidam de maneira diferente. Eu também não sei se conseguiria comer do mesmo prato. A filha não comia do mesmo prato.”
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