Depois do confronto desta manhã com Kina, a equipa de Catarina Miranda publicou um longo comunicado no Instagram onde aponta o dedo a Kina e a Francisco Monteiro, acusa a produção do ‘Big Brother All Stars’ de falta de intervenção perante os ataques de que a concorrente tem sido alvo e avisa que, se o programa não tomar posição, vão avançar pelos meios que forem necessários para defender a concorrente.
Depois da acesa discussão com Kina, a equipa de Catarina Miranda decidiu quebrar o silêncio. Num comunicado extenso, publicado no Instagram, a equipa da concorrente do ‘Big Brother All Stars’ acusou a produção de falta de intervenção, aponta nomes e deixam o aviso que, se o programa não tomar posição, “tomaremos nós”.
O texto começa por recuar até ao início da edição: “Desde o início desta edição do Big Brother que Catarina Miranda tem sido alvo de insultos, ataques pessoais e de todo o tipo de adjetivos depreciativos por parte de vários concorrentes.”
Na sequência, a equipa analisou a semana de liderança, que foi posta em causa por Zaza, e esclareceu que as regalias que a concorrente teve enquanto líder não foram pedidas por ela, mas uma escolha da própria produção, pela qual acabou por pagar um preço dentro da casa: “Na semana da sua liderança, foram-lhe atribuídos determinados benefícios por decisão exclusiva da produção. Uma decisão que não partiu da Catarina, mas pela qual acabou por ser duramente atacada e responsabilizada dentro da casa.”
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E lança uma dúvida sobre a justificação que circulou, deixando a resposta em aberto: “Foi dito que, caso o líder fosse outro concorrente, os benefícios seriam exatamente os mesmos. Será verdade? Não sabemos.”
A partir daqui, o tom endurece e a mira vira-se para a produção. A equipa sustenta que a liderança de Catarina acabou por servir interesses que vão além do jogo e que esse aproveitamento não foi para o público: “Mas uma coisa é certa! A liderança da Catarina acabou por ser a cereja no topo do bolo. E não para o público, mas para a própria produção!”
Para justificar a indignação, o comunicado descreve o que considera terem sido episódios de gravidade ao longo da semana e deixa um lembrete sobre o tipo de violência que, na sua opinião, está a ser desvalorizada no programa: “Ao longo desta semana, assistimos a episódios que consideramos extremamente graves. E convém recordar algo que parece estar a ser constantemente ignorado. A violência não é apenas física! A violência verbal e psicológica também existe, também tem consequências e também merece uma intervenção.”
É neste ponto que o comunicado deixa de falar em abstrato e passa a nomear. A equipa recorda o confronto desta manhã com Kina e classifica as palavras que foram dirigidas à concorrente, recusando que as respostas de Catarina sirvam para as desvalorizar: “Ainda esta manhã, assistimos a mais um episódio protagonizado pela concorrente Kina, durante o qual foram dirigidas à Catarina acusações e expressões que consideramos absolutamente inadmissíveis. E não, as respostas da Catarina não podem servir para desvalorizar aquilo de que tem sido alvo.”
Logo a seguir, o nome de Zaza entra em cena, numa referência a mais uma investida que a equipa diz ter visto depois do episódio com Kina: “Posteriormente, voltámos a assistir a novos ataques por parte de Francisco Monteiro.”
E a pergunta que a equipa faz à produção é direta, no tom de quem já esgotou a paciência: “E a pergunta impõe-se: Até quando? Até quando continuará a produção a assistir a estes comportamentos sem uma intervenção verdadeiramente eficaz?”
O comunicado compara então o tratamento dado a outros concorrentes e questiona se as sanções têm sido aplicadas de forma justa, usando o caso de Luís como exemplo de que há quem tenha sido castigado e quem não tenha: “O concorrente Luís já foi chamado à atenção e sancionado por duas vezes com uma nomeação direta. Mas e os restantes? Existem regras diferentes consoante o concorrente? Existem comportamentos que são tolerados quando interessam à narrativa do programa?”
A equipa leva a reflexão ainda mais longe e acusa o formato de aceitar tudo em nome das audiências e da conversa que gera fora do ecrã, mesmo quando isso significa colocar alguém em sofrimento: “Vale tudo pelas audiências? Vale tudo para que o Big Brother seja assunto de conversa nos cafés, nos grupos de amigos e nas redes sociais? Vale tudo para alimentar polémicas, mesmo quando isso significa colocar em causa o bem-estar emocional de uma concorrente e, consequentemente, a credibilidade e o bom nome de toda uma produção?”
A resposta é dada de imediato, e a equipa deixa claro o que pede e o que não pede para a sua concorrente, afastando a ideia de um pedido de tratamento privilegiado: “Porque as audiências não podem estar acima do respeito, da dignidade e da integridade psicológica de ninguém!” E acrescenta: “Não exigimos privilégios para a Catarina Miranda. Não exigimos que seja protegida de críticas, confrontos ou consequências dos seus próprios comportamentos. EXIGIMOS APENAS IGUALDADE DE CRITÉRIOS, RESPEITO E QUE AS REGRAS SEJAM APLICADAS A TODOS, SEM EXCEÇÕES!”
A parte mais forte do comunicado chega no fim, com o alerta de que a falta de reação da produção passa uma mensagem que a equipa não está disposta a aceitar. É aqui que surge o grito que deu título ao texto: “A ausência de uma intervenção proporcional perante determinados comportamentos transmite uma mensagem extremamente preocupante: a de que tudo é permitido, desde que produza conteúdo. E essa é uma mensagem que não podemos aceitar. CHEGA. MAS CHEGA MESMO! Enquanto equipa de Catarina Miranda, não continuaremos a assistir em silêncio àquilo que consideramos ser uma sucessão de ataques e uma evidente falta de intervenção adequada.”
Para encerrar a mensagem, a equipa deixa o ultimato à produção e avisa que, se não houver resposta, agirá por conta própria: “Não nos vamos calar. Vamos tomar uma posição e agir pelos meios que considerarmos necessários para defender a Catarina e exigir respostas à produção. Porque defender uma concorrente não é pedir tratamento especial. É exigir que o respeito e as regras não sejam opcionais! E se a produção não toma uma posição, tomaremos nós.”
Na legenda que acompanha a publicação, a equipa faz um reconhecimento pouco habitual: admite que a concorrente também tem a sua quota-parte no jogo, mas recusa que isso a coloque ao mesmo nível do que tem sofrido, e deixa um recado sobre os valores do programa: “E enquanto Equipa da Catarina Miranda, reconhecemos que a Catarina joga, provoca e nem sempre tem as melhores atitudes. Mas NUNCA poderão colocar as suas reações ao mesmo nível dos insultos e ataques de que tem sido alvo. Não há comparação possível! E se é isto que define os ‘bons jogadores’ e os ‘essenciais’ do programa, então está tudo dito sobre os valores que se privilegiam neste jogo! Para nós, BASTA!”
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