Catarina Miranda voltou à carga na sua crónica semanal e desta vez o tema é o amor dentro do Big Brother Verão. Entre ironias, a jovem de Almeirim não poupa Raquel, Mariana Sá e Hugo Pereira.
Catarina Miranda voltou a marcar presença na sua rubrica na TV7 Dias, e desta vez escolheu o amor, ou a falta dele, como mote para a sua mais recente crónica. Sob o título “Contos de Fadas”, a autora traça um retrato irónico das relações que têm marcado o Big Brother Verão, garantindo que, neste reality show, “os príncipes fogem, os anões dão desculpas e o ‘felizes para sempre’ dura menos do que um intervalo”.
A cronista abre o texto com uma análise sobre a polémica de Raquel e Nuno. Segundo Miranda, a concorrente teria decidido “viver um conto de fadas… sozinha”, escrevendo já “a coleção completa” de uma relação com Nuno que, na sua ótica, existiria apenas na cabeça da algarvia: “paixão, compromisso, casamento, lua de mel, filhos e, se calhar, até está a escolher o lar onde vão envelhecer juntos”. A jovem de Almeirim não poupa o concorrente à distorção que lhe atribui: se Nuno disser “bom dia”, Raquel ouviria “um pedido de casamento”; se ele disser “preciso de espaço”, ela interpretaria como “luta por mim”. Miranda remata a análise com uma frase certeira: “A Raquel não vive na realidade, vive na versão que criou da realidade”.
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O segundo alvo da crónica é Mariana Sá, a quem a autora se refere pela alcunha “Maria-Chuteira”, decidindo, segundo escreve, “chamar as coisas pelos nomes”. É neste contexto que Miranda recorda a polémica gerada pela concorrente com Hugo Pereira, ex-participante do Secret Story 10, apontando que a jovem chamou ao antigo concorrente “burro” e “anão”, e ironizando que “sinceramente, a referência à Branca de Neve nunca fez tanto sentido” neste caso.
Ainda dentro do universo dos “contos às avessas”, a comentadora da CMTV atribui a alcunha de “o oitavo: o Justificadinho” a um concorrente não identificado por nome, que, segundo descreve, “aquele que, faça o que fizer, arranja sempre uma história para explicar que a culpa é do contexto, da edição, dos outros ou do alinhamento dos planetas”.
A crónica prossegue com uma referência a Hugo Pereira, desta vez a propósito da sua própria vida amorosa fora do reality show. Segundo Miranda, o ex-concorrente já teria uma “pessoa especial” cá fora quando entrou no SS10 e que essa poderia ser precisamente Mariana, o que, na sua ótica, não o impediu de criar ligações com outra concorrente dentro da casa. A autora ironiza que a palavra “compromisso” lhe assentaria “tão bem como um sapatinho de cristal num ogre”, notando ainda a ironia de o próprio se mostrar surpreendido por ter sido apontado por outros, quando, no seu entender, “foi ele quem deu razões de sobra para deixar de confiar”, concluindo que “o Hugo consegue a proeza de se enterrar a falar”.
Por fim, Miranda recorda ainda Mariana, a alegada “pessoa especial” de Hugo, que, segundo escreve, “também não perdeu muito tempo a fechar um capítulo e a abrir outro”. Fazendo referência ao romance da concorrente com Miguel, Catarina Miranda ironiza sobre a rapidez da nova relação: “Numa semana já houve beijos, juras de amor eterno e aquele receio de o perder, como se estivessem a celebrar bodas de prata e não se conhecessem há meia dúzia de dias”, rematando que, para esta concorrente, “o importante é que o príncipe use chuteiras. O nome pode mudar, mas o conto de fadas continua exatamente igual”.
A crónica termina com a sentença habitual da autora sobre o formato: neste reality show há quem viva um conto de fadas, quem viva uma ilusão e quem troque de príncipe sem mudar de história, mas o “felizes para sempre” continua, na sua opinião, a ser “pura ficção”.
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