Na Cadeira Quente o Big Brother confrontou os concorrentes com a realidade do prémio final. Entre gastos em tabaco e a decisão de abdicar de metade do valor por uma noite no quarto secreto, as críticas dentro da casa não tardaram e os ânimos exaltaram-se.
A Cadeira Quente da gala do Big Brother Verão desta madrugada trouxe à tona uma preocupação crescente entre os concorrentes, sobre o valor do prémio final, que continua a ser subtraído. Recorde-se que o valor, que arrancou nos zero euros e pode chegar aos 100 mil, tem vindo a diminuir a um ritmo acelerado, entre negociações por imunidades, mais de 4.000 euros gastos em tabaco e, ainda durante a gala desta noite, a decisão de Miguel e Mariana Sá de abdicarem de metade do valor acumulado para terem acesso a uma noite a dois no quarto secreto.
Foi precisamente este cenário que a voz do Big Brother trouxe à discussão, alertando os concorrentes de que os 100 mil euros se estavam a tornar uma miragem.
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Boris foi o primeiro a intervir, visivelmente incomodado com a situação. Recordou que, no primeiro leilão, apostou 3.500 euros e se arrependeu de imediato, considerando que “não faz sentido nenhum” esse tipo de atitude. Vendo o mesmo padrão a repetir-se, criticou a postura de vários colegas: “O pessoal está mesmo nem aí que é para o prémio, cada um está a pensar por si”, atirou, classificando a situação como uma “tremenda injustiça”. O concorrente deu ainda o exemplo de Joaquim, fumador que resistiu sem fumar mesmo estando “muitas vezes aflito”, mas que continua a ser dos primeiros a ser nomeado, algo que Boris considerou profundamente injusto.
Para Boris, o objetivo do jogo deveria ser claro: “pensar um bocadinho mais em todos”, já que a meta é “ganhar dinheiro” e não terminar com “5 mil euros a 10 mil, se pudermos levar 100”. Questionado pela voz do Big Brother, generalizou a crítica, considerando que o grupo já encara os gastos como “um hábito”, e defendeu mais coesão entre os concorrentes, mesmo sendo adversários: “devíamos funcionar um bocadinho como uma equipa” nesse aspeto.
Sara, uma das concorrentes que comprou cigarros, defendeu-se perante as críticas. Explicou que, apesar de conseguir aguentar outros desafios, “quanto aos cigarros é complicado para mim”, admitindo que voltaria a comprar se tivesse oportunidade: “se fosse hoje outra vez eu iria gastar igualmente. Porque gosto muito de cigarros”, garantiu, ainda que reconhecendo que “é mau ser dinheiro de todos”.
Ana Luísa reforçou a gravidade da situação, depois de confirmados os mais de 4.000 euros gastos em tabaco. “Isto já nem se olha a meios para atingir os fins. Isto quase que é ridículo. Roça no ridículo. Quando eu penso que se gasta 4.000 euros em tabaco”, criticou, mostrando-se preocupada com a imagem transmitida ao exterior: “Para quem nos ouve, se calhar até vai ficar com uma má opinião a nosso respeito”.
Íris juntou-se ao coro de críticas, alertando para um “ciclo um bocado perigoso”, em que a atitude de um concorrente pode arrastar os restantes. Previu que, a manter-se esta tendência, o prémio final não deverá ultrapassar os “60, 70 mil” euros, considerando mesmo que 4.000 euros em tabaco representa “um valor muito alto”. Ao saber que a discussão também envolvia a decisão de Mariana Sá e Miguel de abdicarem de metade do prémio pelo quarto secreto, a concorrente ironizou: se uma ida aos cigarros custava 4.000 euros e uma ida às Maldivas 5.000, o Big Brother estava “muito generoso”. E deixou um aviso mais severo: “no final das contas, o prémio final vai ser 20 cêntimos e uma tosta-mista. E o Big Brother foi os amigos que fizemos o caminho. O prémio ninguém leva”.
Já Joana reconheceu que “todos somos egoístas”, mas defendeu que cabe a cada um decidir se quer continuar por esse caminho. Para si, a decisão está tomada: “acabou. Eu quero levar o prémio para casa”. A concorrente apelou a que os colegas “começassem a baixar um bocado o pelo na venta e a ter mais noções em relação ao dinheiro”, prometendo continuar a manifestar-se sempre que testemunhar atitudes que considere egoístas.
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