Érica Silva recorda a expulsão do Big Brother All Stars, acusa a produção de não cumprir o combinado sobre notícias do estado de saúde do pai e garante que não fecha a porta a novos reality shows, há pelo menos um que quer mesmo entrar.
Foi num instante que tudo mudou no Big Brother All Stars. Depois de uma discussão com Diogo Marcelino que escalou rapidamente, Érica Silva perdeu a cabeça, atirou cadeiras e deu pontapés numa porta, e o Big não teve outra opção senão decidir pela expulsão. Agora, já fora da casa, a madeirense, em entrevista à TV7 Dias, não só explica o que a levou ao limite como aponta o dedo à produção por, diz, não ter cumprido uma promessa que lhe era sagrada: dar-lhe notícias do pai.
Antes de entrar, Érica tinha deixado claro que a decisão de participar dependia do estado de saúde do progenitor, que recentemente foi amputado a uma perna e sofreu um AVC. A sua exigência era simples e conhecida da produção: receber informações regulares. “Tudo o que a pessoa responsável por mim achasse que eu deveria saber, devia-me informar. Se essa pessoa achava que todas as semanas tinha que receber um vídeo do meu pai, só tinham que deixar entrar, porque sabiam a situação do meu pai”, recorda.
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Só que, dentro da casa, garante que o silêncio foi total. Mesmo depois de ter feito a Curva da Vida, momento em que esperava finalmente ter novidades, o acompanhamento nunca chegou: “Não tive nenhum feedback e era uma coisa que era para ter sido semanalmente”.
A falta de informação, confessa, pesou mais do que qualquer discussão. Apesar de saber que o pai estava bem entregue, a cabeça nunca desligou do exterior: “A minha cabeça estava sempre lá fora, apesar de eu saber que estava tudo bem e que o meu pai estava bem entregue. Mas é claro que a cabeça fica sempre cá fora, principalmente depois de ter feito a Curva da Vida. É óbvio que queria saber se estava tudo bem depois disso”.
Foi, afirma, neste contexto que as emoções acabaram por transbordar. Garante que o episódio com Diogo Marcelino foi apenas o culminar de várias situações acumuladas: “Tenho o meu emocional muito sensível e este ano ainda piorou porque o meu pai amputou a perna esquerda, derivado a um AVC, daí eu estar um bocado mais frágil”.
Quando percebeu que a expulsão era inevitável, a madeirense diz ter optado por não prolongar o desgaste: “Não me apercebi que iria ser expulsa, mas deu-me um clique. Percebi que o Big estava bastante nervoso e a situação não estava fácil, então eu decidi fazer as malas e estar preparada para o que viesse”. E não esconde a tristeza pelo desfecho: “Obviamente que é triste, mas foi mesmo o melhor”.
Sobre a decisão de entrar, Érica admite que foi tudo menos impulsiva e que o apoio da família foi decisivo: “Foi graças ao aval dos meus pais que eu fui para o programa. Se o meu pai dissesse que não tinha capacidade de ficar à responsabilidade de outra pessoa, que não eu, eu não teria entrado no programa”.
Apesar da polémica, garante que não fecha a porta ao regresso e que a relação com Diogo Marcelino não ficou arruinada: “Fica normal, se calhar ainda lhe dou como uma cadeirada”, brinca, antes de acrescentar: “Temos uma ótima relação, tranquila, muito louca”. Quanto ao futuro, deixa o recado: “Eu ainda hei de ir para uma 1.ª Companhia. Isso é certo”.
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