Depois de mais um episódio em que foi alvo de insultos dentro da casa, a Equipa Catarina Miranda divulgou um comunicado extenso a exigir uma intervenção da produção do Big Brother All Stars.
Catarina Miranda tem sido uma das grandes protagonistas do Big Brother All Stars, envolvida em sucessivos confrontos com Luís Gonçalves, Francisco Monteiro e Miguel Vicente. A concorrente de Almeirim já foi alvo de vários insultos dentro da casa, e o mais recente episódio, em que Miguel Vicente lhe chamou “galdéria”, deixou-a visivelmente desgastada, ao ponto de desabafar em lágrimas: “Estou farta que me chamem nomes”.
Cá fora, a Equipa de Catarina Miranda não tardou a reagir, divulgando um extenso comunicado nas redes sociais a apelar a uma intervenção da produção. O texto começou por estabelecer uma distinção clara entre o estilo de jogo da concorrente e aquilo que consideram ser um problema muito mais grave: “Há uma diferença entre jogar, provocar e ultrapassar os limites do respeito. A Catarina nunca escondeu a jogadora que é. Provoca, confronta, responde e mexe com o jogo. Faz parte da forma como vive esta experiência e nunca tentou esconder isso. Mas aquilo a que temos assistido vai muito além de uma simples troca de provocações”.
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A equipa avançou depois com uma listagem dos termos usados contra a concorrente dentro da casa, sublinhando a gravidade do padrão: “Dentro da casa, Catarina já foi chamada de ‘execrável’, ‘animal’, ‘nojenta’, ‘cabra’, ‘ordinária’, ‘galdéria’, entre outras expressões igualmente ofensivas. E é importante dizer isto com clareza: discordar da Catarina, confrontá-la ou não gostar do seu jogo é legítimo. Humilhá-la e recorrer repetidamente a insultos desta natureza não é jogo”.
Reconhecendo o estilo confrontacional da concorrente, o comunicado deixou claro que isso não pode servir de justificação para o tratamento que tem recebido: “A Catarina provoca? Sim. Entra em conflitos? Sim. Sabe mexer com os adversários? Sem dúvida. Mas nada disso pode servir de justificação para todo e qualquer tipo de insulto. E aqui consideramos também fundamental falar do papel da produção”.
A equipa foi mais longe, apelando à responsabilidade da produção do formato enquanto emissor de uma mensagem para o público em geral: “Ao longo dos anos, o Big Brother tem reforçado várias vezes a responsabilidade dos concorrentes enquanto pessoas expostas a milhares de espectadores e a importância de aquilo que acontece dentro da casa também transmitir uma mensagem cá para fora. Precisamente por isso, acreditamos que não se pode permitir que insultos desta gravidade sejam sucessivamente normalizados como se fossem apenas mais uma parte do jogo”.
O comunicado sublinhou ainda que o pedido de intervenção não visa proteger apenas Catarina Miranda, mas estabelecer um princípio aplicável a qualquer concorrente: “Quando determinados limites são ultrapassados, é importante existir uma intervenção clara. Não para proteger a Catarina por ser a Catarina, mas porque este tipo de tratamento não deveria ser aceitável com nenhum concorrente. Se aquilo que acontece dentro da casa pretende também servir de reflexão e exemplo para quem está cá fora, então essa responsabilidade tem de existir em todos os sentidos. Não podemos condenar determinados comportamentos na sociedade e, ao mesmo tempo, assistir à sua repetição dentro de um programa sem que exista uma posição clara”.
O texto terminou com um resumo direto das exigências da equipa, assinado em nome da concorrente: “Não estamos a pedir tratamento especial. Não estamos a pedir que impeçam discussões, confrontos ou jogo. Estamos a pedir limites. Estamos a pedir coerência. Estamos a pedir respeito. Equipa, Catarina Miranda”.
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