Big Brother

Catarina Miranda não poupa Boris e Vanessa: “Uma proximidade que ultrapassa claramente aquilo que seria razoável”

Catarina Miranda e Boris com Vanessa
Adicionar Cusquices como fonte preferida

Catarina Miranda voltou à carga na sua rubrica e desta vez comparou Boris e Vanessa a Adão e Eva, questionando os limites da polémica proximidade entre os dois e o papel do próprio público.

Catarina Miranda voltou à sua rubrica na TV7 Dias para deixar uma análise mordaz sobre a proximidade entre Boris e Vanessa, um dos temas que mais tem dividido opiniões dentro e fora da casa do Big Brother Verão. Sob o título “O Novo Adão e Eva”, a cronista recorre à referência bíblica para descrever aquilo que considera ser uma normalização progressiva de comportamentos que, no seu entender, deveriam ser questionados.

Miranda começa por confessar o incómodo com a facilidade com que este tipo de formato consegue transformar, ao fim de poucos dias, “comportamentos completamente questionáveis” em “coisas normais da casa”. Recusando o argumento de que existiria apenas química entre os dois concorrentes, a autora traça a distinção que considera essencial: “Uma coisa é haver química. Outra é haver flirt. Outra, ainda, é aquela brincadeira meio parva, meio adolescente, que faz parte do jogo e que, gostemos ou não, dá conversa.”

Leia também: Big Brother Verão: Em menos de 24 horas, sondagem revela quem vai abandonar o jogo

Para a ex-comentadora da CMTV, o que estaria a acontecer entre Boris e Vanessa ultrapassaria claramente essa fronteira, considerando “toques constantes, de andar agarrado, de amassos e de uma proximidade que ultrapassa claramente aquilo que seria razoável esperar de alguém que tem uma mulher cá fora”.

É a partir desta reflexão sobre limites que Miranda recupera a imagem bíblica que dá título à crónica: “É aqui que me lembro de Adão e Eva. Porque a história da maçã é, no fundo, uma história sobre tentação, limites e escolhas. A tentação existia. O desejo existia. A maçã estava ali. Mas ninguém pode dizer que a tentação obrigava alguém a mordê-la.” É precisamente essa liberdade de escolha, sublinha a autora, que a incomoda no comportamento de Boris, sem que isso signifique negar-lhe o direito de sentir: “Ninguém escolhe sentir atração. Ninguém controla completamente aquilo que sente. Mas controla aquilo que faz com esses sentimentos.”

A cronista não deixa de mencionar a esposa do concorrente, Sara, que se mantém fora da casa e que tem vindo publicamente a defendê-lo perante as críticas: “Boris não está solteiro. Tem uma mulher cá fora. Uma mulher que, ao que tudo indica, ainda por cima aparece para o defender.” É sobre este ponto que Miranda deixa a sua interrogação mais direta: “E eu fico a pensar: defender o quê, exatamente? O direito do marido de testar os limites da fidelidade em horário nobre? Porque relacionamento sério não vem com cláusulas de suspensão temporária por entrada num reality show.”

Para além da conduta dos concorrentes, a autora dirige também um olhar crítico ao próprio público, a propósito do facto de Boris ter sido o primeiro concorrente salvo pelos espectadores na última gala, uma salvação que deixou todos boquiabertos: “Há outra coisa que me deixou particularmente perplexa: Boris foi salvo em primeiro pelo público. Em primeiro. Simbolicamente, isto pode parecer quase um aplauso aos comportamentos que tem tido“. Eeconhecendo, ainda assim, a legitimidade de cada voto individual: “Claro que cada pessoa votou pelas suas razões. Pode gostar dele, achá-lo divertido, estratégico ou simplesmente querer mais conteúdo.”

Catarina Miranda deixou ainda uma reflexão final sobre o que este tipo de resultado poderá comunicar: “Mas salvar alguém em primeiro lugar também envia uma mensagem: continua, nós queremos mais. E talvez seja aqui que o público também tenha de assumir a sua parte.”

Recorrendo de novo à metáfora bíblica, Miranda encerra a crónica sublinhando aquilo que considera ser a diferença crucial entre a história original e o que se passa dentro da casa: “Adão e Eva tinham uma tentação. Boris tem a Vanessa. A diferença é que aqui existem câmaras, redes sociais e milhares de pessoas a assistir.”

A jovem de Almeirim, reforçou ainda: “Isto não significa que o Boris não possa falar com Vanessa, rir com ela ou sentir química. O problema está nos limites. Há comportamentos que não precisam de chegar ao beijo para serem desrespeitosos.”

Catrina Miranda encerra com uma reflexão em jeito de ‘farpa’ para quem votou para salvar Boris: “A tentação pode explicar uma escolha. Não a desculpa. E talvez seja essa a parte mais incómoda: enquanto espectadores, também escolhemos o que queremos premiar. Uma coisa é haver faísca. Outra é haver gente a aplaudir enquanto o incêndio começa.”

Leia também: 

Adicionar Cusquices como fonte preferida
To Top