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Catarina Miranda ‘atira farpas’ aos concorrentes do Big Brother Verão: “Maior flop de sempre”

Catarina Miranda
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Na sua última crónica dedicada ao Big Brother Verão, Catarina Miranda não poupou críticas à edição, propondo que os finalistas recebessem uma fatura em vez de um prémio.

Com a grande final do Big Brother Verão marcada para esta sexta-feira, 4 de setembro, e com seis concorrentes ainda em disputa pelo prémio: Ana Luísa, Boris, João Ventura, Nuno, Sara e Vanessa, Catarina Miranda publicou aquela que será a sua última crónica dedicada a esta edição na TV7 Dias, num texto que não poupa críticas ao formato desta temporada.

A cronista abre com uma ironia sobre a própria natureza do prémio final, questionando o que os concorrentes deveriam efetivamente levar para casa: “Chegámos à grande final e há uma coisa que me preocupa: quanto é que eles (os concorrentes) vão levar para casa? Depois do que vimos, espero que seja só o dinheiro do táxi. E com recibo.”

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Recorrendo a uma comparação pouco lisonjeira sobre a edição no seu todo, a autora descreve-a como um verdadeiro “maior flop de sempre”: “Depois do maior flop de sempre e quando digo ‘maior flop’ estou a falar de uma temporada que conseguiram transformar o conceito de entretenimento numa espécie de reunião de condomínio com câmaras, acho que os finalistas merecem uma recompensa. Mas não um prémio. Merecem uma fatura. Sim, uma fatura.”

Catarina Miranda vai mais longe, propondo, em tom satírico, que cada concorrente devesse receber a conta detalhada de tudo o que terá consumido ao longo dos meses de participação: “Antes de saírem pela porta da Casa, cada concorrente deveria receber a conta de tudo o que consumiu durante estes meses. Água? Paga. Luz? Paga. Comida? Paga. Papel higiénico? Paga. Champô? Paga. Aquela quantidade industrial de cereais, bolachas e tudo o que desaparecia misteriosamente da despensa? Paga também. E, já agora, uma taxa adicional pela utilização abusiva do sofá.”

A crónica avança depois para uma reflexão mais ampla sobre o que os concorrentes teriam efetivamente feito ao longo da edição, contrastando isso com a expectativa habitual em torno de um reality show: “Porque uma coisa é participar num reality show. Outra é passar semanas a comer, dormir, tomar banho, discutir e repetir as mesmas conversas em loop e ainda achar que o verdadeiro prémio é sair dali com um cheque.”

Nesse sentido, a autora propõe um novo modelo de compensação financeira, defendendo que o valor entregue no final deveria cobrir apenas o essencial para o regresso a casa: “Não, meus queridos. O verdadeiro prémio é terem sobrevivido. Por isso, proponho um novo sistema de compensação financeira. O vencedor não recebe dinheiro. Recebe, no máximo, o suficiente para chegar a casa. O prémio deve cobrir exclusivamente o transporte até à morada indicada no formulário de inscrição. Se morar em Lisboa, bilhete para Lisboa. Se morar no Porto, bilhete para o Porto. Se morar nos Açores, boa sorte e agradeça ao orçamento de produção. E os restantes? Também recebem o mesmo. Afinal, estamos perante uma edição tão equilibrada que seria injusto distinguir o vencedor dos outros… pelo menos no que toca à qualidade do entretenimento.”

Catarina Miranda avança ainda uma nova proposta para o cheque final, sugerindo que este fosse substituído por um envelope com um conjunto de itens simbólicos: “O cheque final poderia, portanto, ser substituído por um envelope com três coisas: o bilhete de regresso, a conta da mercearia e um papel a dizer: ‘Obrigado pela participação. Favor não deixar restos de comida no frigorífico.’ Seria bonito. E educativo. Porque, depois de tudo o que vimos, talvez a verdadeira lição desta edição seja esta: nem sempre quem chega ao fim merece um prémio. Às vezes merece apenas um abraço, um café e a indicação da saída mais próxima.”

Para terminar a sua última crónica sobre esta edição, a jovem de Almeirim deixa ainda uma última reflexão sobre o futuro do prémio de um eventual próximo formato, mantendo o tom irónico que caracterizou toda a rubrica: “Quanto ao grande prémio? Fica para a próxima edição. Talvez seja aí que esteja o verdadeiro golpe de génio: oferecer dinheiro suficiente para os concorrentes comprarem um bilhete para casa…. Até para a semana. Ou, neste caso, até nunca.

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