Catarina Miranda voltou à carga na sua rubrica e desta vez comparou Diana Lopes e Bernardina Brito a “pombos-correio da era moderna”, não poupando também Boris e Raquel.
Catarina Miranda voltou à sua rubrica na TV7 Dias para deixar uma análise mordaz sobre a semana mais recente do Big Brother Verão. Sob o título “Pombos-Correio da Era Moderna”, a cronista começa por questionar se ainda está a acompanhar um reality show ou “um grupo de amigos que recebeu o guião antes de entrar”, considerando que o jogo perdeu uma das coisas mais importantes: a espontaneidade.
O primeiro alvo da crítica é a entrada de Bernardina Brito e Diana Lopes como capitãs. Segundo Miranda, a dupla foi à casa “com uma missão de uma semana… e nem isso conseguiram cumprir”, considerando que o verdadeiro problema não foi terem saído mais cedo do que previsto, mas sim terem entrado “como autênticos pombos-correio da era moderna”. Miranda acusa as duas de terem “levado informação do exterior”, contado “tudo o que se passava cá fora” e deixado recados, ironizando que “só faltou distribuírem um PowerPoint com a estratégia ideal para cada concorrente”. Para a comentadora da CMTV, esta interferência terá desvirtuado a autenticidade dos concorrentes a partir desse momento, que passariam a reagir “ao que lhe disseram que o público acha”, e não ao que efetivamente sentem.
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O segundo tema abordado é a relação entre Boris e Joana, que Miranda considera ter ultrapassado os limites da boa disposição para entrar em território de falta de noção: “O Boris passou grande parte do tempo numa proximidade física constante com a Joana, com brincadeiras e atitudes que, vistas na televisão, deixaram muita gente desconfortável”, escreve, rejeitando ainda a desculpa mais comum para este tipo de comportamento: “E não, não acho que tudo tenha de ser desculpado com o clássico ‘é só uma brincadeira’. Há coisas que simplesmente deixam de ter graça.”
Sobre a normalização de certos comportamentos dentro da casa, Miranda deixa uma reflexão mais ampla: “Andar constantemente em cima de outra pessoa, com uma intimidade exagerada, pode divertir alguns, mas também passa uma mensagem que hoje é completamente errada. E se isto hoje é visto como entretenimento, então talvez estejamos a normalizar demasiado aquilo que nunca devia ser normal.”
Por fim, a crónica dedica-se ao castigo imposto a Nuno, obrigado a passar 24 horas preso a Raquel para ganhar 5 mil euros para o prémio final. Miranda considerou este castigo uma verdadeira tortura para o futebolista e deixou duras críticas a Raquel: “A Raquel consegue transformar qualquer conversa num julgamento, qualquer silêncio numa discussão e qualquer situação num espetáculo onde faz sempre questão de ocupar o papel principal. Estar preso a alguém assim, durante largas horas, não é uma dinâmica, é antes um exercício de sobrevivência. Se eu fosse o Nuno, ao fim de meia hora já estava a implorar para ficar sozinho. Sempre seria certamente mais tranquilo.”
Para encerrar, Catarina Miranda faz um resumo crítico da semana, considerando que ficou marcada por concorrentes que entraram para levar mensagens do exterior, comportamentos que não deveriam ser romantizados e um castigo que, na sua opinião, acabou por ser “a imagem perfeita desta edição do Big Brother Verão”: “Porque quando há pombos-correio dentro da casa, o jogo deixa de ser vivido. Passa apenas a ser representado.”
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