As reações à polémica que se instalou na casa mais vigiada do país com a revelação do segredo de Eva e Diogo continuam a multpilicar-se nas redes sociais. Pedro Chagas Freitas também reagiu a toda a polémica e deixou uma análise certeira sobre o trio amoroso que tanto tem dado o que falar.
A descoberta do segredo de Eva abalou o Secret Story 10 e deixou as redes sociais ao rubro. Depois de se saber que Eva e Diogo são namoradoshá 5 anos, a casa revoltou-se contra o casal, que usou Ariana para proteger o segredo durante semanas. As reações multiplicam-se de hora em hora e Pedro Chagas Freitas, escritor conhecido pela sua escrita reflexiva e certeira, também não ficou indiferente à polémica.
O escritor começou por recorrer a uma pergunta do próprio filho para enquadrar tudo o que se passa no trio amoroso, numa analogia que diz mais do que muitas análises elaboradas: “Pai, se o Joker trata mal a Harley Quinn, porque é que ela continua a querer ficar com ele? Numa frase, tudo. Amor-próprio, autoestima, empatia, coragem, empoderamento. O meu filho, numa pergunta, a abrir o baú que tantos adultos não têm a coragem de abrir. As crianças são génios que os adultos ouvem pouco. Deve ser por inveja, por medo de saberem o que já deixaram de saber, coitados.”
Aplicando essa lógica ao triângulo amoroso do Secret Story 10, Chagas Freitas recusou-se a apontar vilões ou heróis, preferindo uma leitura mais profunda e incómoda sobre o que realmente está em jogo: “Neste triângulo, vejo a falta disso tudo, de quase tudo, na verdade. O contrário de amor é desempatia. Não vejo vilões nem heróis; só vejo vítimas. De si mesmas, de algo que ficou por construir algures no caminho, de uma inconsequência fácil, vazia. Parece que vivem numa telenovela antiga, de enredo obsoleto.”
O escritor foi mais longe e questionou o que este tipo de dinâmicas diz sobre a sociedade que as consome e alimenta, interrogando-se sobre o vazio que se esconde por detrás de tudo: “Estamos a criar, a alimentar, alienígenas da superficialidade? Não vejo profundidade em nada do que vejo ali; só a frase barata comprada na feira da vaidade, no mercado contrafeito do ego.”
Sobre os comportamentos de cada um dos intervenientes, Chagas Freitas não poupou ninguém, sublinhando que ignorar a dor do outro não é apenas uma fraqueza, é uma falta de carácter: “Não suporto quem pisa os que os querem amar. Não suporto quem usa quem está no interior da fragilidade. Aqui não há inocentes, e são todos inocentes, presos na jaula da necessidade de chamar jogo ao que é veia, ao que é organismo, alma, vida, medo, angústia, pessoas frágeis de si mesmas, viciadas no que não compreendem, no que lhes parece champanhe e é só veneno. Não olhar para a dor do outro é uma pulhice. Pior: olhar para a dor do outro e não fazer tudo para a diminuir é uma pulhice.”
Para rematar, o escritor deixou uma reflexão sobre a ilusão da fama como caminho para a felicidade e uma definição de campeão que serve de espelho para todos os que estão dentro e fora da casa: “Todos, neste triângulo, foram incapazes de fugir do umbigo, da escada que querem trepar, que precisam de trepar para chegarem onde pensam que está o que os saciará de uma alegria qualquer. Não vai estar lá nada. O problema de querermos fazer da fama o começo da felicidade é saber o que eu já sei, o que tantas pessoas já sabem: é mais aquilo que a fama oca termina do que aquilo que começa. O campeão não é o que chega primeiro, não é sequer o que ganha mais vezes; é o que vem de mais longe, é o que vem da verdade mais distante. Não existem campeões que não sejam boas pessoas. Os que ganharam alguma coisa e não são boas pessoas não são campeões nenhuns. São só pessoas que nunca saberão o que é ganhar.”
A polémica continua a dominar as redes sociais e as reações ao trio amoroso do Secret Story 10 não dão tréguas. Recorde-se que Ariana e Eva estão nomeadas e estas votações prometem ser as mais polémicas desta edição. Pode seguir a nossa sondagem aqui.
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